O senador Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), afirmou ao Correio nesta sexta-feira (2/10) que a candidatura do ex-governador de Minas Gerais será mantida até o primeiro turno e que eventuais apoios de integrantes do partido a Flávio Bolsonaro (PL) fazem parte da liberdade de cada candidato. Girão também declarou que, caso a disputa vá para um segundo turno entre Lula (PT) e Flávio, ele e Zema estarão ao lado do filho "01" de Jair Bolsonaro.
“Sempre estaremos juntos com quem estiver verdadeiramente contra o Lula e o PT”, disse Girão.
A manifestação ocorre em meio a uma movimentação de integrantes do Novo que passaram a declarar voto em Flávio ainda no primeiro turno. O caso mais recente é o do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado, que anunciou na noite de quinta-feira (1º) a mudança de posição. Até então, ele dizia que votaria em Zema. Durante uma live de Flávio, Van Hattem afirmou que decidiu votar no candidato do PL diante da necessidade, segundo ele, de concentrar votos já na primeira etapa da eleição.
“Eu vou votar Flávio Bolsonaro no domingo. Até este momento, eu estava votando Zema, mas chegou o momento de dizer: 'Tem que ser em primeiro turno, tem que ser no domingo'”, enfatizou. Na mesma transmissão, o deputado pediu que Zema e outros integrantes do Novo adotassem a mesma posição, embora tenha ressaltado o respeito que mantém pelo candidato do partido.
Girão destacou à reportagem que não vê a decisão como uma ruptura com os princípios do Novo. Segundo ele, a legenda tem como uma de suas marcas a defesa da liberdade individual e, por isso, os integrantes devem ter autonomia para decidir como se posicionar eleitoralmente.
“Com muita naturalidade. Por quê? Porque o Novo, ele tem essa marca de respeitar o livre-arbítrio. De cada um. A liberdade. A gente prega a liberdade e age como liberdade, né?”, afirmou. Para Girão, a decisão de Van Hattem deve ser respeitada mesmo que seja diferente da estratégia adotada pela chapa presidencial do partido.
O candidato a vice, no entanto, aproveitou para defender a permanência de Zema na disputa. Girão afirmou que considera a chapa uma alternativa à polarização entre Lula e Flávio e destacou a experiência do ex-governador na administração de Minas Gerais. “Nós temos convicção, assim, com todo respeito a quem pensa diferente, que a sociedade merece uma chapa diferente dessa fôrma de polarização. Uma chapa que tem a experiência em gestão”, disse.