O velório de Lito Sousa ocorre na manhã desta sexta-feira (2/10), em Santana, na Zona Norte de São Paulo. A despedida iniciará às 9h e encerrará às 12h, segundo comunicado oficial divulgado nas redes sociais do piloto.
As homenagens serão abertas ao público geral na Organização Militar Museu Aeroespacial Paulista (MAPA) localizado na Avenida Braz Leme, 2594, nas instalações do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP), no Campo de Marte. Após o meio-dia, as cerimônias de despedida serão restritas a familiares e amigos próximos.
Em vídeo nas redes sociais, a esposa de Lito, Mila Seidl, agradeceu as mensagens de carinho e orações recebidas, ao longo de todo o período em que ele enfrentou a doença, e explicou a decisão de realizar uma cerimônia aberta ao público.
Ela pediu, porém, para que não sejam tiradas fotos e vídeos durante a cerimônia, visando a proteção do filho e da família. “Todas as pessoas são bem-vindas. E eu só peço isso para vocês: não tirem fotos. Tudo o que cai na internet não sai nunca mais. Eu tenho um filho de sete anos e quero preservar a imagem dele”, esclareceu.
Mila também explicou que deseja evitar a circulação de imagens de Lito durante seus últimos momentos de vida, ressaltando que deseja que todos guardem as boas lembranças do influenciador.
“Eu não queria que fosse dessa forma, com fotos vazadas dele doente, já no finalzinho. Então, quem for, sem fotos. Vai estar escrito, mas a gente sempre sabe que tem gente que tira. Não façam isso, por favor”, pediu.
Lito Sousa morreu na noite de quinta-feira (1/10), aos 59 anos. Ele faleceu em casa, na região de Guarulhos (SP), onde estava sob cuidados paliativos e com assistência de homecare durante tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara.
A informação foi confirmada por meio das redes sociais de Lito, em texto escrito pela esposa do influenciador, Mila Seidl, onde ela se despede em tom saudoso, dizendo: “Um grande abraço e até o próximo voo. Foi uma honra ter viajado com você. Te amo. Sempre”.
O diagnóstico da doença, conhecida pela progressão rápida, foi divulgado pelo casal em agosto deste ano. A evolução da doença em Lito ocorreu de forma atípica, e em vez de iniciar pelo declínio cognitivo, como na maioria dos casos, manifestou-se primeiramente no sistema motor. Sem cura, a equipe médica optou pelo suporte paliativo.
Em setembro, a família recebeu autorização para importar um medicamento experimental, sem testes prévios em humanos, fazendo de Lito o primeiro a recebê-lo. A medicação, porém, não obteve o resultado desejado.
Lito demonstrava resiliência e afirmava que ia manter a cabeça no lugar e lutaria para ser o “primeiro a controlar essa doença no mundo”. Ele deixa a esposa, Mila, e um filho de 7 anos.