Na reta final das eleições presidenciais, marcadas para o próximo domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem à frente da preferência do eleitor do Distrito Federal. Conforme dados da quinta rodada da pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política, divulgada nessa quarta-feira, se a eleição fosse hoje, Flávio teria 39,4% das intenções de voto e Lula, 35,1%, segundo a consulta estimulada - quando é apresentada a lista dos nomes que disputam o cargo de chefe do Executivo pelos próximos quatro anos.
Como a margem de erro da pesquisa é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%, esse cenário representa um empate técnico. A pesquisa foi a campo entre 26 e 28 de setembro e ouviu, de forma presencial, 1.225 pessoas em 31 das 33 regiões administrativas do Distrito Federal. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com o número DF-00922/2026.
No levantamento anterior, realizado entre 17 e 19 de setembro, Flávio recebeu 40,8% das intenções de voto e Lula, 33,6%, o que revela uma leve queda de 1,4 ponto percentual para o candidato do PL e de alta de 1,5 ponto percentual para Lula. "Os dados mostram oscilação dentro da margem de erro, de 2,9 pontos percentuais para cima ou para baixo", explicou Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, em entrevista ao Correio.
O executivo destacou que, apesar da variação, a soma das preferências do eleitor do DF por Flávio e Lula chegou a 74,5%, nesta edição da pesquisa, praticamente estável em relação aos 74,4% da anterior. E, no levantamento realizado entre 29 e 31 de agosto, esse percentual estava em 64,7%.
Segundo Garcia, esses 10% de aumento na preferência dos dois candidatos à frente nas pesquisas em relação aos dados de agosto mostram uma polarização para as eleições deste ano entre Lula e Flávio, "com esvaziamento de outros candidatos e redução no número de indecisos".
Na comparação com a pesquisa anterior, o percentual de indecisos caiu de 5% para 3,8%. "O que temos percebido na pesquisa é o aumento da polarização e também que o voto útil está começando a migrar para Flávio ou para Lula", destacou o CEO da Opinião.
Ao comparar o resultado no DF com pesquisas nacionais, ele considerou não haver dúvida de que esses dois candidatos se enfrentarão no segundo turno, marcado para 25 de outubro. "Está muito claro que vai haver segundo turno, e, se não houver, será uma surpresa para todos", acrescentou ele.
Conforme os dados da atual pesquisa Correio/Opinião, na comparação com a edição anterior, em terceiro lugar ficou Ronaldo Caiado (PSD) que manteve 7,1% da preferência dos eleitores. Enquanto isso, Augusto Cury (Avante), apresentou variação positiva de 4,8% para 4,9%, Renan Santos (Missão), avançou de 2,5% para 3,3%; enquanto Romeu Zema (Novo) somou 0,8%, ante 0,6% na edição anterior. Samara Martins (UP) recuou de 0,5% para 0,3%; e Rui Costa Pimenta (PCO), que tinha 0,2%, não pontuou nesta edição.
Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC) continuaram com 0,1% cada. Hertz Dias (PSTU) e Wilson Grassi (Democrata), que apareciam com 0,0% antes, passaram para 0,1% e 0,2%, respectivamente. Outros 4,7% disseram que vão votar em branco, dado levemente abaixo dos 4,8% da enquete anterior.
A pesquisa ainda mostra rejeição elevada do eleitor do DF em relação a Lula, de 51,1%, superior à de Flávio, de 39,9%. Na sequência, Renan Santos, com rejeição de 6,7%; Romeu Zema, com 6,2%; Ronaldo Caiado, com 6,1% e Augusto Cury, com 5,9%.
"A rejeição a Lula é mais elevada no DF porque o eleitor distrital é mais conservador, e o interessante é que a capacidade de voto progressista bate no teto de 30%, mas ele consegue chegar a 40%, porque há uns 10% de eleitores fiéis a ele", ressaltou Garcia.
O levantamento simulou quatro cenários para o segundo turno no DF, e Lula perdeu para todos. A maior vantagem foi de Caiado, e a menor, de Zema. Contra Flávio, o placar foi de 49,2% a 39,9%, ou seja, uma diferença de 9,3 pontos percentuais. No embate com Caiado, o placar ficou em 51,8% a 37,2%, uma diferença de 14,6 pontos percentuais.
Contra Romeu Zema, o placar foi de 43,7% a 41,1% com diferença de 2,6 pontos percentuais. Contra Augusto Cury, de 45,6% a 39,4%, e vantagem de 6,2 pontos percentuais.
Considerando apenas os votos válidos, Flávio ainda tem vantagem sobre Lula, mas a diferença caiu em relação à pesquisa anterior, de 8,0 para 4,8 pontos percentuais. Os placares passaram de 45,2% a 37,2% para 43,1% a 38,3%. Já a soma dos dois percentuais ficou em 81,4%, levemente abaixo dos 82,9% da preferência do eleitorado na enquete anterior.