A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) fechou mais uma casa de prostituição que funcionava em salas comerciais na CLN 307, na Asa Norte, e prendeu em flagrante uma mulher apontada como responsável pelo estabelecimento. A ação ocorreu na quarta-feira (23/9), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Esta foi a quarta casa de prostituição alvo de operação da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) nos últimos dois meses.
A investigação começou após uma denúncia anônima sobre o funcionamento do local. De acordo as informações recebidas pela polícia, o estabelecimento estaria sendo usado para a exploração econômica da prostituição de outras pessoas.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, a responsável pelo estabelecimento foi presa em flagrante pelo crime de manutenção de casa de prostituição. Os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos, documentos, registros e outros materiais relacionados ao funcionamento e à administração do local, que serão analisados.
Durante as investigações, os investigadores encontraram anúncios do estabelecimento na internet, com imagens de mulheres e oferta de serviços descritos como “massagens” e “finalizações”. A equipe também entrou em contato, por meio de aplicativo de mensagens, com um dos números divulgados. Durante o contato, os policiais conseguiram informações sobre o funcionamento do local, endereço e valores cobrados pelos serviços.
No decorrer da ação, uma mulher procurou a polícia e relatou ter sido vítima de exploração sexual no local. Segundo o relato, a responsável pelo estabelecimento ficava com parte dos valores recebidos pelas mulheres pelos programas realizados e dificultava a saída delas do local.
A operação faz parte de uma sequência de ações da 2ª DP contra crimes relacionados à exploração sexual e à manutenção de casas de prostituição.
Em 23 de julho, a unidade realizou uma operação em um estabelecimento na SHCGN 704/705 Norte. A investigação apurava suspeita de exploração sexual. Em 14 de setembro, os policiais atuaram em um estabelecimento na SCLN 410 Norte, que funcionava sob a aparência de uma clínica de massoterapia. A mais recente, em 18 de setembro, foi feito uma operação na SCLRN 708 Norte, com cumprimento de mandados de busca e apreensão.
A PCDF reforça que denúncias podem ser encaminhadas pelos canais oficiais da instituição, contribuindo para a identificação de situações de exploração sexual e para a proteção de eventuais vítimas.