
Líderes na corrida eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cresceram nas intenções de voto no Distrito Federal. A quarta rodada da pesquisa Correio/OPINIÃO Inteligência Política, divulgada nessa quarta-feira, mostra que, neste mês, os dois presidenciáveis somam 74,4% das preferências, ante 64,7% de agosto.
Na pesquisa estimulada — quando é apresentada a lista de candidatos —, Flávio Bolsonaro registra 40,8% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 33,6%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 7,1%, seguido por Augusto Cury (Avante), com 4,8%, e Renan Santos (Missão), com 2,5%. Romeu Zema (Novo) soma 0,6%; Samara Martins (UP), 0,5%; e Rui Costa Pimenta (PCO), 0,2%. Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC) registram 0,1% cada. Hertz Dias (PSTU) e Wilson Grassi (Democrata) aparecem com 0,0%. Outros 4,8% afirmam votar em branco ou nulo e 5% não sabem avaliar.
No cenário espontâneo, quando nenhum nome é apresentado aos entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 37,1% das intenções de voto, seguido por Lula, com 31,5%. Ronaldo Caiado registra 5,8%, enquanto Augusto Cury soma 3,6%, e Renan Santos, 1,9%. Romeu Zema aparece com 0,5%, Samara Martins tem 0,2% e Pablo Marçal (PRTB), Edmilson Costa e Rui Costa Pimenta registram 0,1% cada. Outros nomes citados somam 0,2%. Nesse cenário, 5,6% afirmam que votarão em branco ou nulo e 13,2% não sabem em quem votar.
Para o CEO do OPINIÃO Inteligência Política, Alexandre Garcia, o cenário observado nos quatro meses anteriores era de dois candidatos principais, Lula e Flávio, reunindo cerca de dois terços das intenções de voto, enquanto os demais nomes dividiam o restante. Em setembro, esse desenho mudou.
"Os dois cresceram ao mesmo tempo, e as duas altas passam da margem de erro: Flávio subiu 5,4 pontos, e Lula, 4,3. Não é um movimento de um contra o outro. É o espaço do meio que desapareceu e se dividiu entre eles", afirma Garcia.
Ele avalia, também, que a mudança no cenário não representa apenas uma transferência de votos entre Flávio Bolsonaro e Lula. Segundo ressalta, o crescimento simultâneo dos dois ocorreu acompanhado pela redução da parcela destinada aos demais candidatos.
"A eleição presidencial no Distrito Federal passou quatro meses com o mesmo desenho: dois candidatos grandes somando dois terços do eleitorado e um pelotão de nomes dividindo o resto. Em setembro esse desenho mudou. Flávio Bolsonaro chegou a 40,8%, e Lula, a 33,6%. Juntos, os dois reúnem 74,4% das intenções de voto, contra 64,7% em agosto. Quem pagou a conta foi Augusto Cury. Ele tinha 10,9% em agosto, quando apareceu em terceiro lugar, e caiu para 4,8%", explica.
A pesquisa também simulou quatro cenários de segundo turno com Lula. No confronto com Flávio, o senador aparece com 48,7% das intenções de voto, enquanto Lula registra 40,2%.
No cenário entre Caiado e Lula, o ex-governador de Goiás soma 51,1%, contra 36,9% do presidente. Já na simulação entre Romeu Zema e o petista, o ex-governador de Minas Gerais aparece com 41,8%, enquanto o chefe do Executivo federal registra 40,2%.
No quarto confronto, Augusto Cury tem 44,6% das intenções de voto, ante 38,7% de Lula. Em cada um dos cenários, o percentual restante corresponde às respostas de branco, nulo e indecisos.
"A indecisão também encolheu. Somados branco, nulo, nenhum e quem não sabe, eram 15,7% em junho, e são 9,8% agora. Sem a lista de candidatos na frente, 37,1% dos eleitores lembram o nome de Flávio Bolsonaro, e 31,5% lembram o de Lula. Em junho, cada um era citado por pouco mais de um em cada quatro", ressalta.
A pesquisa também perguntou aos entrevistados em quais candidatos não votariam de jeito nenhum. Como a questão permitia mais de uma resposta, a soma das menções chega a 141%.
Lula aparece com 51,3% de rejeição, seguido por Flávio, com 40%. Renan Santos registra 7%, enquanto Romeu Zema e Augusto Cury têm 6,4% cada. Caiado está com 5,9%. Rui Costa Pimenta tem 4% de rejeição; Hertz Dias, 2,8%; Edmilson Costa, 2,4%; Wilson Grassi, 2,3%; e Clariana Barão e Samara Martins, 2% cada. Outros 1,8% afirmam rejeitar todos os candidatos ou não votar em nenhum, enquanto 1,7% diz não rejeitar nenhum nome, e 5% não sabem.
Para realização da pesquisa, foram feitas 1.132 entrevistas presenciais no Distrito Federal, de 17 a 19 de setembro. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): DF-03622/2026.
A comparação é com a rodada de 29 a 31 de agosto, quando foram feitas 1.121 entrevistas, e a margem de erro foi de 3,0 pontos.
Ex-deputado Ex-deputado distrital e atual candidato à CLDF é condenado por matar um adolescente no DF
Justiça Justiça dá 15 dias para AGU explicar atuação na defesa de Janja
Florianópolis “Quero acabar com as bets”, diz Lula durante comício em Florianópolis Mín. 20° Máx. 33°


