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Pesquisa Correio/Opinião: Flávio e Lula crescem nas intenções de voto no DF

Quarta rodada do levantamento a mostra que os dois líderes da corrida presidencial aumentaram a vantagem entre eleitores candangos. Senador segue na frente, com 40,8%, contra 33,6% do petista

24/09/2026 às 14h00
Por: João Araújo Fonte: Correio Braziliense
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Pesquisa Correio/Opinião: Flávio e Lula crescem nas intenções de voto no DF

Líderes na corrida eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cresceram nas intenções de voto no Distrito Federal. A quarta rodada da pesquisa Correio/OPINIÃO Inteligência Política, divulgada nessa quarta-feira, mostra que, neste mês, os dois presidenciáveis somam 74,4% das preferências, ante 64,7% de agosto.

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Na pesquisa estimulada — quando é apresentada a lista de candidatos —, Flávio Bolsonaro registra 40,8% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 33,6%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 7,1%, seguido por Augusto Cury (Avante), com 4,8%, e Renan Santos (Missão), com 2,5%. Romeu Zema (Novo) soma 0,6%; Samara Martins (UP), 0,5%; e Rui Costa Pimenta (PCO), 0,2%. Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC) registram 0,1% cada. Hertz Dias (PSTU) e Wilson Grassi (Democrata) aparecem com 0,0%. Outros 4,8% afirmam votar em branco ou nulo e 5% não sabem avaliar.

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No cenário espontâneo, quando nenhum nome é apresentado aos entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 37,1% das intenções de voto, seguido por Lula, com 31,5%. Ronaldo Caiado registra 5,8%, enquanto Augusto Cury soma 3,6%, e Renan Santos, 1,9%. Romeu Zema aparece com 0,5%, Samara Martins tem 0,2% e Pablo Marçal (PRTB), Edmilson Costa e Rui Costa Pimenta registram 0,1% cada. Outros nomes citados somam 0,2%. Nesse cenário, 5,6% afirmam que votarão em branco ou nulo e 13,2% não sabem em quem votar.

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Para o CEO do OPINIÃO Inteligência Política, Alexandre Garcia, o cenário observado nos quatro meses anteriores era de dois candidatos principais, Lula e Flávio, reunindo cerca de dois terços das intenções de voto, enquanto os demais nomes dividiam o restante. Em setembro, esse desenho mudou.

"Os dois cresceram ao mesmo tempo, e as duas altas passam da margem de erro: Flávio subiu 5,4 pontos, e Lula, 4,3. Não é um movimento de um contra o outro. É o espaço do meio que desapareceu e se dividiu entre eles", afirma Garcia.

Ele avalia, também, que a mudança no cenário não representa apenas uma transferência de votos entre Flávio Bolsonaro e Lula. Segundo ressalta, o crescimento simultâneo dos dois ocorreu acompanhado pela redução da parcela destinada aos demais candidatos.

"A eleição presidencial no Distrito Federal passou quatro meses com o mesmo desenho: dois candidatos grandes somando dois terços do eleitorado e um pelotão de nomes dividindo o resto. Em setembro esse desenho mudou. Flávio Bolsonaro chegou a 40,8%, e Lula, a 33,6%. Juntos, os dois reúnem 74,4% das intenções de voto, contra 64,7% em agosto. Quem pagou a conta foi Augusto Cury. Ele tinha 10,9% em agosto, quando apareceu em terceiro lugar, e caiu para 4,8%", explica.

A pesquisa também simulou quatro cenários de segundo turno com Lula. No confronto com Flávio, o senador aparece com 48,7% das intenções de voto, enquanto Lula registra 40,2%.

No cenário entre Caiado e Lula, o ex-governador de Goiás soma 51,1%, contra 36,9% do presidente. Já na simulação entre Romeu Zema e o petista, o ex-governador de Minas Gerais aparece com 41,8%, enquanto o chefe do Executivo federal registra 40,2%.

No quarto confronto, Augusto Cury tem 44,6% das intenções de voto, ante 38,7% de Lula. Em cada um dos cenários, o percentual restante corresponde às respostas de branco, nulo e indecisos.

"A indecisão também encolheu. Somados branco, nulo, nenhum e quem não sabe, eram 15,7% em junho, e são 9,8% agora. Sem a lista de candidatos na frente, 37,1% dos eleitores lembram o nome de Flávio Bolsonaro, e 31,5% lembram o de Lula. Em junho, cada um era citado por pouco mais de um em cada quatro", ressalta.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados em quais candidatos não votariam de jeito nenhum. Como a questão permitia mais de uma resposta, a soma das menções chega a 141%.

Lula aparece com 51,3% de rejeição, seguido por Flávio, com 40%. Renan Santos registra 7%, enquanto Romeu Zema e Augusto Cury têm 6,4% cada. Caiado está com 5,9%. Rui Costa Pimenta tem 4% de rejeição; Hertz Dias, 2,8%; Edmilson Costa, 2,4%; Wilson Grassi, 2,3%; e Clariana Barão e Samara Martins, 2% cada. Outros 1,8% afirmam rejeitar todos os candidatos ou não votar em nenhum, enquanto 1,7% diz não rejeitar nenhum nome, e 5% não sabem.

Para realização da pesquisa, foram feitas 1.132 entrevistas presenciais no Distrito Federal, de 17 a 19 de setembro. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): DF-03622/2026.

A comparação é com a rodada de 29 a 31 de agosto, quando foram feitas 1.121 entrevistas, e a margem de erro foi de 3,0 pontos.