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Distrito Federal Sofia Carvalho

Cappelli define Sofia Carvalho como vice na disputa ao Buriti

Agricultora agroflorestal abriu mão da vaga de distrital para compor chapa do PSB. Em pronunciamento, candidata fez duras críticas à saúde pública e à gestão do setor rural no DF

14/08/2026 às 08h00
Por: João Araújo Fonte: Correio Braziliense
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Cappelli define Sofia Carvalho como vice na disputa ao Buriti
O candidato ao governo do Distrito Federal (GDF), Ricardo Cappelli (PSB), anunciou oficialmente nesta quinta-feira (13/8) a agricultora agroflorestal Sofia Carvalho como candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por ele.
A decisão foi selada após uma reunião que se estendeu até a madrugada de hoje. Sofia, que originalmente concorreria a uma vaga como deputada distrital, abriu mão da candidatura proporcional para compor a chapa majoritária ao Palácio do Buriti.
Ela foi apresentada por Cappelli como uma renovação técnica e política. Além de agricultora agroflorestal, Sofia é produtora rural, atuando diretamente com agricultura familiar e sustentabilidade. Além disso, ela é filha do ex-deputado Augusto Carvalho, figura histórica do partido, o que foi destacado como um elo entre a experiência da “velha guarda” e a renovação geracional.
Sua participação foca na “agenda do século XXI”, que inclui a economia verde, bioeconomia, economia circular e k desenvolvimento em harmonia com o Cerrado.
A escolha de Sofia foi celebrada por grandes nomes do PSB, como os ex-governadores Rodrigo Rollemberg, atual deputado federal, e Cristovam Buarque, como a forma de dar “sucessão política” à legenda.
Pronunciamento
Em sua fala, Sofia Carvalho trouxe dados e críticas contundentes à atual gestão do governo. Ela criticou o que chamou de "invisibilização" da agricultura familiar, destacando que gerir um sítio produtivo exige a complexidade de um "mini GDF". Ela também alertou para o risco iminente de colapso do setor diante do avanço da especulação imobiliária sobre o campo.
A candidata revelou ter passado por uma cirurgia há 20 dias, utilizando sua experiência pessoal para criticar o estado da saúde pública no DF, que classificou como “situação de calamidade”.
Ela demonstrou, ainda, preocupação com o aumento dos índices de violência doméstica contra mulheres e crianças na capital, afirmando que a democracia precisa ganhar “densidade e sentimento” para proteger a população.
Por fim, ela acusou o governo atual de usar políticas de fomento à cultura como “moeda de troca” e colocá-las a serviço de grupos financeiros.