A operação Heritage, determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) e deflagrada nesta quinta-feira (06/8), teve o ex-governador de Mato Grosso (MT) Mauro Mendes (União Brasil) como um dos alvos da operação. A Polícia Federal (PF) investiga crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, além de peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada.
Mauro Mendes deixou o cargo de governador para disputar vaga no Senado Federal. De acordo com as autoridades responsáveis pela operação, o político teve o passaporte apreendido e está proibido de manter contato com outros investigados. A operação ainda prevê o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o bloqueio de bens de até R$ 316 milhões.
A operação foi deflagrada no Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. A PF iniciou as investigações após a análise de um acordo de restituição tributária entre o estado de Mato Grosso e uma empresa privada de telefonia. Existem indícios de que a operação financeira serviu para desviar mais de R$ 308 milhões em recursos públicos.
A investigação aponta indícios de que o esquema utilizaria uma estrutura com fundos de investimento em cascata e empresas de fachada para ocultar a origem, movimentação e destino do dinheiro.
Até o momento de publicação desta matéria, o ex-governador ainda não se pronunciou sobre o assunto.