Em 21 de abril de 1960, a inauguração de Brasília marcou a primeira edição do jornal impresso do Correio Braziliense. Anos mais tarde, o veículo dava os primeiros passos na internet brasileira. Era terça-feira, 6 de agosto de 1996, quando a capa do caderno Informática & Telecomunicações estampou a manchete: “O Correio na internet".
No domínio correiobraziliense.com.br, o jornal nascia com o objetivo de incorporar e complementar o jornal impresso ao público que está ligado à internet. E a visão da época se consolidou. A presença na internet não apaga a tradição e a confiança do jornal impresso, e os dois se integram com uma cobertura multiplataforma.
Nas páginas do Correio o leitor encontra QR Codes para começar a navegar pelo conteúdo multimídia criado especialmente para aquela página, em especial entrevistas completas com especialistas e autoridades da cidade, do país e do mundo.
Em 2026, o Correio alcançou mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, totalizando mais de 3 milhões em todas as redes sociais do veículo. No ano passado, alcançou ainda o topo do ranking da Comscore da categoria de noticiário local, com mais de 23 milhões de visitantes únicos em abril.
"A força da nossa marca sempre esteve na credibilidade. O jornal impresso nos deu o rigor analítico, a curadoria exigente e a presença histórica que marca a vida da nossa cidade desde a inauguração. Já o portal nos deu a agilidade, o alcance sem fronteiras, a interatividade e a capacidade de pulsar no mesmo ritmo que as mudanças do on-line exigem", afirma o presidente do Correio Braziliense, Guilherme Machado.
"Chegar aos 30 anos no ambiente digital com relevância, recordes de audiência e a confiança do público e do mercado prova que o bom jornalismo é atemporal", completa.
Na reportagem sobre a estreia, em 6 de agosto de 1996, o texto recordava que diversos jornais pelo país começavam a explorar a web e reforçava a presença digital da marca: “Nossa convicção é de que este projeto começa agora a crescer e chegará a dimensões impossíveis de prever”, projetou o diretor-executivo à época, João Cabral.
Um mês após o lançamento, em 29 de setembro, a página 29 da edição impressa publicava a matéria “Nas ondas do Correio”, com um balanço dos primeiros 30 dias na rede. O grande destaque foi a interatividade, recurso que permitia enviar comentários e e-mails diretamente para a Redação.
Aos poucos, o site passou a reunir novos serviços para o leitor digital. “Além das notícias diárias, o Correio na internet oferece uma agenda que abrange desde concursos até a programação de teatro e guia de restaurantes”, detalhou trecho do texto. Essa busca por inovação impulsionou os passos seguintes da publicação no ambiente virtual.
Em 16 de setembro de 1997, pouco mais de um ano após a estreia, o site apresentou nova interface com o lançamento do domínio CorreioWeb. A manchete daquele dia destacava a expansão da cobertura e das ferramentas de interação. Era a consolidação do Sistema Correio Braziliense de Comunicação na Internet.
O portal passava a oferecer “textos e imagens de notícias do cotidiano atualizadas a cada instante. O internauta poderá participar de bate-papos sobre temas da atualidade, sugerir assuntos, ver imagens digitais do que ocorre na redação do Correio, no centro da cidade e dispor de informações sobre o Poder. Também estarão disponíveis a programação da TV Brasília e das rádios Planalto AM e 105 FM (atualmente, Clube FM)”, relatou a reportagem.
Hoje, a Rede Clube FM tem mais de 56 afiliadas em 12 estados e no Distrito Federal, totalizando mais de 40 milhões de ouvintes alcançados em todo o território nacional.
A reformulação refletia o empenho da equipe em acompanhar as transformações tecnológicas. O site passou a contar com transmissão de vídeos e páginas especiais na capa. “Leveza, beleza e funcionalidade. Sobre esse tripé, a Editoria de Arte e os técnicos do Studio Web construíram a nova cara do site do Sistema Correio Braziliense de Comunicação”, completava a matéria.
Na seção Memória, tradicional na história do Correio, um balanço numérico ilustrava o texto Depois do desafio, um ano de sucesso. Nos primeiros 12 meses, a página alcançou 2,8 milhões de acessos. O Reino Unido apareceu como o país estrangeiro com mais acessos (15.270 visitas), e Cidades foi a editoria mais lida, com 433.284 visualizações.
O CorreioWeb ampliou o escopo para além da reprodução do impresso, integrando serviços e utilidades públicas. Em 7 de junho de 1998, estreou o CorreioWeb-Concursos, focado em edital, gabarito e prazos de certames pelo país. Apenas 12 horas após o lançamento, a seção registrou 17 mil acessos — valor equivalente a 40% da média diária do portal na época.
A ampliação do link de conexão via Embratel, em 1999, abriu caminho para a reformulação do ano 2000. O portal ganhou um visual atualizado e cobertura em tempo real, independente da edição impressa, unindo veículos do grupo Associados Centro-Oeste.
O reconhecimento veio em premiações nacionais. Em novembro de 2002, o portal venceu o Prêmio Dom Helder, concedido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em maio de 2003, conquistou o bicampeonato no Prêmio iBest, conhecido como “Oscar da internet”.
Em 2008, o endereço correiobraziliense.com.br voltou ao centro da estratégia digital, convivendo com o CorreioWeb. A proposta focou na integração de recursos multimídia e na agilidade da informação. Em 2009, o site ganhou sua primeira versão adaptada para dispositivos móveis, consolidando a transição para os smartphones. Nas últimas décadas, a operação digital acompanhou os principais acontecimentos de Brasília, do Brasil e do mundo, consolidando a presença da marca na internet.
Os 2,8 milhões de acessos no primeiro ano de funcionamento ainda em 1996 se multiplicaram para alcançar patamar de repercussão nacional 30 anos depois.
Para o futuro, o Correio Braziliense investe na evolução do jornalismo multimídia, na integração de conteúdo e em novas linguagens para redes sociais e áudio. A estratégia busca ampliar o alcance das reportagens, manter a apuração rigorosa e oferecer uma experiência fluida de navegação para leitores em diferentes plataformas. Ao completar 30 anos no ambiente digital, a instituição reafirma o compromisso com a inovação tecnológica, a qualidade jornalística e com a defesa do interesse público na capital federal.