O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste domingo (2/8), durante convenção nacional realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Aos 80 anos, o petista entra na disputa em busca do quarto mandato à frente do Palácio do Planalto, após as vitórias nas eleições de 2002, 2006 e 2022.
Caso seja reeleito, Lula ampliará sua permanência na Presidência para 16 anos somados, consolidando-se como um dos governantes mais longevos da história republicana brasileira. Antes de chegar ao Planalto, o líder petista também disputou as eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998, quando foi derrotado por Fernando Collor e, em duas ocasiões, por Fernando Henrique Cardoso.
A convenção também confirmou a repetição da chapa vencedora de 2022, mantendo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como candidato à Vice-Presidência. Antigo adversário político de Lula nas disputas presidenciais, Alckmin consolidou sua posição no governo ao longo do mandato, acumulando a função de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e atuando como interlocutor do Executivo junto ao setor produtivo.
No campo da oposição, o principal adversário de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ainda não anunciou a composição de alianças nacionais para a disputa. O calendário eleitoral estabelece que os partidos têm até 5 de agosto para realizar suas convenções e definir candidaturas e coligações, enquanto o registro dos candidatos deve ser feito na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A campanha eleitoral terá início oficialmente no dia 16.
A oficialização da candidatura marca o início formal da estratégia do PT para tentar manter o comando do Executivo federal por mais quatro anos. A campanha deverá concentrar esforços na defesa do legado do atual governo, na ampliação da base de apoio político e na tentativa de enfrentar a elevada rejeição ao partido em parte do eleitorado, além de responder às críticas da oposição sobre a condução da economia e das contas públicas.