O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou todas as decisões referentes ao tarifaço no Palácio do Planalto, especialmente na Secretaria de Comunicação Social (Secom), comandada pelo ministro Sidônio Palmeira. O petista determinou que os ministros da Fazenda, do Planejamento, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) coordenem as ações de resposta, mas mantendo os canais diplomáticos abertos com os Estados Unidos.
Uma das medidas avaliadas como mais “rápida” é o acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica. Segundo um interlocutor da área internacional do Palácio do Planalto, preservar as relações diplomáticas ainda é mais importante do que responder de forma imediata e dura às medidas adotadas pelos Estados Unidos.
Além da possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade, o governo também estuda recorrer novamente à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a decisão norte-americana. Em nota divulgada nesta terça-feira (15/7), o Planalto afirmou que iniciará “imediatamente” os trâmites previstos na legislação aprovada pelo Congresso Nacional e retomará a discussão no mecanismo de solução de controvérsias da entidade.
Além da possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade, o governo também estuda recorrer novamente à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a decisão norte-americana. Em nota divulgada nesta terça-feira (15/7), o Planalto afirmou que iniciará “imediatamente” os trâmites previstos na legislação aprovada pelo Congresso Nacional e retomará a discussão no mecanismo de solução de controvérsias da entidade.
Outra frente em análise é a adoção de medidas para reduzir os impactos econômicos sobre os setores afetados pelas tarifas. De acordo com a nota oficial, o governo pretende utilizar o Plano Brasil Soberano para preservar empregos e a capacidade produtiva nacional, ao mesmo tempo em que busca ampliar mercados para os produtos brasileiros por meio da diversificação de parceiros comerciais e da implementação de acordos firmados pelo Mercosul com a União Europeia, a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e Singapura.