O Banco de Brasília (BRB) deve receber, até o fim deste mês, o empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O Correio apurou que tanto o banco estatal, quanto o Governo do Distrito Federal (GDF) — maior acionista da instituição— , cumpriram com as obrigações previstas no acordo intermediado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A reunião com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, e os representantes do GDF e do BRB, serviu para tratar de aspectos técnicos do empréstimo, como a recuperação patrimonial da instituição brasiliense.
Participaram do encontro a governadora do DF, Celina Leão (PP); o presidente do BRB, Nelson de Souza; o secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira; o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos; o diretor de regulação do BC, Gilneu Vivan; e o procurador-geral do BC, Cristiano Cozer.
Os três representantes do GDF saíram da reunião sem falar com a imprensa. Mas em agenda pública na segunda-feira (13/7), Celina declarou que os trâmites para a formalização do empréstimo estão na fase final de ajustes. “Esses documentos vão e voltam. Na sexta-feira aconteceu uma grande reunião com todos os envolvidos. Estamos terminando todas as questões burocráticas", disse a governadora na ocasião.
Neste momento, o consórcio de bancos privados capitaneados pelo Banco do Brasil estão definindo a fatia que cada um vai assumir para fechar os R$ 6,6 bi que o BRB necessita.
“Toda a documentação do GDF foi entregue. O BRB entregou o plano de negócios 2026-2035 há quase um mês, logo após a reunião com o ministro Luiz Fux”, detalhou a fonte ouvida pela reportagem.