O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6/7) que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que revisasse a decisão de expulsar o atacante americano Folarin Balogun, mas negou ter solicitado que a punição fosse anulada. "Pedi uma revisão porque não achei que tivesse sido falta. Tudo o que fiz foi pedir uma revisão; não disse que eles tinham que fazer isso" declarou Trump a jornalistas na Casa Branca.
Segundo o presidente americano, o lance que levou à expulsão não justificava um cartão vermelho. "Aquilo sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em velocidade máxima que acabaram se chocando", afirmou. Trump também direcionou críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela decisão em campo, classificando-o como "um pouco suspeito, se você analisar o passado dele".
Balogun recebeu cartão vermelho direto, confirmado pelo árbitro de vídeo (VAR), por pisar no pé de um defensor da Bósnia durante a vitória dos Estados Unidos por 2 a 0, na fase anterior da competição. A punição o tiraria do duelo contra a Bélgica, válido pelas oitavas de final e disputado nesta segunda-feira (6/7).
Pelas regras da Fifa, um cartão vermelho direto implica suspensão automática de uma partida, sem possibilidade de recurso por parte do clube ou da seleção do jogador.
No domingo (5/6), porém, a Fifa informou que a suspensão seria adiada por um ano após um contato pessoal de Trump com Infantino, decisão que permitiu a presença de Balogun diante da Bélgica. Ao comentar o caso, Trump disse que a partida será disputada em condições de igualdade. "Teremos um time completo e a Bélgica terá um time completo. E quer saber? Se eles nos vencerem, poderemos realmente nos orgulhar", analisou Trump.
Na sequência, o republicano voltou a repetir uma alegação falsa sobre as eleições presidenciais americanas de 2020. "Por outro lado, se eles nos vencerem... eu direi que foi manipulado, assim como a eleição de 2020 foi manipulada", declarou, reiterando a afirmação sem provas de que houve fraude generalizada no pleito vencido pelo democrata Joe Biden.