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Abertura do XIX ENEJA reúne educadores, estudantes e representantes de instituições na CLDF
Evento realizado na Câmara Legislativa debateu políticas públicas, permanência estudantil e fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos no país
28/05/2026 16h16
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência CLDF

Na noite da última quarta-feira (27), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebeu a solenidade deabertura do XIX Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos (ENEJA).

O evento foi presidido pelodeputado Gabriel Magno (PT), presidente daComissão de Educação e Cultura (CEC)da Casa, e reuniu autoridades políticas, representantes de instituições de ensino, movimentos sociais e delegações de diferentes estados do país.

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Durante a abertura, Gabriel Magno destacou a importância da aprovação dos planos estaduais, distrital e municipais de educação como forma de fortalecer a Educação de Jovens e Adultos (EJA), com foco na valorização profissional, na gestão democrática e em currículos inclusivos. O parlamentar também defendeu a incorporação da modalidade nos cursos de licenciatura. “Não é possível formar profissionais sem garantir essa formação específica”, afirmou.

Estudante da EJA no Itapoã, Rebeca Santos destacou o tema desta edição do encontro: “O Direito dos Trabalhadores e das Trabalhadoras a uma Educação Emancipatória: Políticas Públicas para a Educação de Jovens e Adultos nos Territórios”. Para ela, a discussão propõe reflexões sobre desafios como o subfinanciamento, o fechamento de turmas e a falta de materiais.

“Precisamos de alimentação noturna de qualidade, passe livre estudantil, creche noturna para as mães e integração com a educação profissional. A solução começa quando a EJA deixa de ser tratada como algo secundário”, defendeu Rebeca.

O secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Cláudio Antunes, afirmou que a queda de matrículas é agravada pela ausência de políticas de permanência, como creches para os filhos dos estudantes. Segundo ele, fortalecer a permanência é necessário para combater o que classificou como “fábrica de analfabetismo”.

A reitora da Universidade de Brasília (UnB), Rozana Naves, reforçou a necessidade de articulação entre a EJA e outras políticas públicas para garantir a permanência dos estudantes na modalidade. A gestora também destacou a inserção da discussão sobre a EJA nos currículos do curso de Letras da universidade. “Aceito o desafio de expandir isso para as outras licenciaturas. A educação pública é promotora de transformação social”, afirmou.

Histórico

Realizado desde 1999, o ENEJA busca fortalecer a articulação nacional dos Fóruns de Educação de Jovens e Adultos (EJA), promovendo o diálogo entre sociedade civil e poder público sobre políticas voltadas à modalidade. As atividades desta edição ocorrem entre os dias 27 e 30 de maio e incluem mesas-redondas, grupos de trabalho, debates temáticos, plenárias e ações culturais. Entre os principais eixos de discussão estão a integração da EJA ao mundo do trabalho e os desafios para a implementação do Sistema Nacional de Educação e dos planos estaduais, municipais e distrital de educação.

Ágata Vaz (sob supervisão de Noelle Oliveira)