Três anos após a execução do crime bárbaro que ficou conhecido como a maior chacina do Distrito Federal, ocorrido entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, os cinco envolvidos no extermínio de 10 integrantes de uma mesma família foram condenados pelo Tribunal de Júri de Planaltina.
Conforme votaram os jurados, Gideon Batista de Menezes foi um dos principais articuladores do plano. Gideon morava na chácara das vítimas porque prestava serviços gerais à família. Ele chegou a confessar o crime à polícia e informou que, junto a Horácio, planejou a chacina e alugou a casa onde manteve as vítimas escondidas antes de matá-las.
No tribunal, porém, Gideon disse ser vítima e afirmou ter confessado o crime sob tortura. O homem foi condenado a 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão, mais um ano e cinco meses de detenção, além do pagamento de 716 dias-multa, pelos homicídios de Marcos Antônio Lopes de Oliveira, Renata Juliene Belchior, Gabriela Belchior de Oliveira, Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, Elizamar da Silva, Cláudia da Rocha Marques, Ana Beatriz Marques de Oliveira e das crianças Rafael (6 anos), Rafaela (6) e Gabriel (7).
Horácio Carlos Ferreira Barbosa foi condenado a 300 anos, seis meses e dois anos de reclusão, mais um ano de detenção, além do pagamento de 407 dias-multa.
Carlomam dos Santos Nogueira deverá cumprir 351 anos, um mês e quatro dias de reclusão, mais onze meses de detenção, além de 716 dias-multa.
Fabrício Silva Canhedo foi condenado a 202 anos, seis meses e 28 dias de reclusão, mais um ano de detenção, e o pagamento de 487 dias-multa.
Carlos Henrique Alves da Silva: último a ser preso, participou da rendição de uma vítima. Carlos foi absolvido do homicídio de Thiago, mas deverá cumprir dois anos de reclusão.
No total, os jurados ouviram 18 testemunhas ao longo de uma semana, os cinco réus e quase 7h de debate entre defesa e Ministério Público.