As forças armadas do Irã ameaçaram interromper operações de navegação no Mar Vermelho, no Golfo Pérsico e no Mar do Omã caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio aos portos iranianos.
O major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o comando unificado das forças armadas do Irã, classificou o bloqueio como "ilegal" e afirmou que, se continuar, será considerado uma violação do acordo de cessar-fogo.
O Irã não faz fronteira com o Mar Vermelho, mas exerce influência na região por meio de aliados regionais, principalmente os Houthis no Iêmen, que já atacaram embarcações na área.
O Comando Central dos EUA afirmou nesta quarta-feira (15) que o bloqueio americano aos portos iranianos foi "totalmente implementado" e paralisou grande parte da atividade econômica de Teerã em apenas um dia e meio.
No entanto, algum tráfego comercial ainda consegue passar pelo crucial Estreito de Ormuz, já que o bloqueio não se aplica ao próprio estreito.
Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã restringiu a passagem para quase todas as embarcações pelo Estreito de Ormuz, afirmando que a navegação só seria permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa.
A via marítima, por onde passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.
Após a falha da tentativa de negociação, com o objetivo de pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã, o presidente Donald Trump anunciou que as forças americanas , incluindo o Estreito de Ormuz.
Teerã ameaçou atingir navios de guerra que atravessassem o estreito e retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após o anúncio de bloqueio dos americanos.
Enquanto isso, , com a campanha de bombardeios EUA-Israel contra Teerã suspensa.