A defesa de Jair Bolsonaro (PL) voltou a pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que seja concedida prisão domiciliar ao ex-presidente.
Segundo os advogados, a medida não seria um "privilégio", mas "providência necessária para assegurar condições mínimas de tratamento médico adequado".
A defesa ainda argumenta que o objetivo é "não se operar uma ampliação indevida dos riscos clínicos, permitindo acompanhamento permanente por familiares e profissionais de saúde, monitoramento clínico contínuo e acesso imediato a atendimento hospitalar em caso de emergências".
Os advogados ainda afirmam que o relatório médico de Bolsonaro aponta possibilidade de novos problemas de saúde e que mantê-lo em custódia na Papudinha gera "risco progressivo".
Além disso, os advogados dizem que a equipe médica do sistema prisional "não é capaz de assegurar acompanhamento contínuo e resposta imediata" a uma complicação de saúde de Bolsonaro.
Hoje, a tendência é de que Moraes mantenha Bolsonaro preso em regime fechado. O argumento é de que a cela do dirigente de direita apresenta condições apropriadas para o quadro de saúde do ex-presidente, com botão do pânico e aparador de mãos.
Nesta terça-feira (17), Moraes autorizou os advogados de Bolsonaro a visitá-lo no hospital particular onde ele está internado. A expectativa é de que a defesa se encontre com o ex-presidente nesta quarta-feira (18).