De acordo com a pesquisa "Expectativa da Mulher Brasileira Sobre Sua Vida Sexual e Reprodutiva: As Relações dos Ginecologistas e Obstetras com Suas Pacientes", realizada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) em parceria com o Datafolha e divulgada pela Agência Brasil, 5,6 milhões de brasileiras não têm o hábito de consultar um médico ginecologista-obstetra.
Desse total, cerca de 4 milhões nunca buscaram atendimento com esse especialista, enquanto outras 16,2 milhões estão há mais de um ano sem realizar consulta.
Entre as mulheres que já passaram pelo consultório, os principais motivos para a primeira visita foram a busca por esclarecimentos sobre alguma questão ginecológica (20%), a gestação ou a suspeita de gravidez (19%) e ações preventivas (54%). Ainda segundo o levantamento, 98% das entrevistadas consideram essencial que o profissional ofereça atendimento humanizado, realize exame físico, demonstre escuta ativa, oriente adequadamente, transmita segurança e forneça informações claras e objetivas.
Para a Dra. Laura Reis, médica ginecologista, a saúde feminina não é um evento pontual, mas uma construção ao longo da vida. Segundo ela, quando a mulher recebe cuidados apenas diante da doença ou da gestação, perde-se a oportunidade de prevenir, equilibrar e preservar sua saúde. "O acompanhamento contínuo transforma a medicina em estratégia, não em urgência, acompanhando cada fase com atenção individualizada", acrescenta.
De acordo com a médica, a ginecologia moderna está baseada em prevenção, acompanhamento hormonal, planejamento reprodutivo e qualidade de vida. "Não se trata apenas de tratar doenças, mas de preservar fertilidade quando desejado, cuidar da saúde íntima, acompanhar as transições hormonais e promover longevidade com bem-estar", analisa.
Planejamento reprodutivo e autonomia femininaMais da metade das mulheres brasileiras (62%) já vivenciou uma gestação não planejada, conforme pesquisa realizada pela Bayer em parceria com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e conduzida pelo IPEC, em 2022.
Segundo a Dra. Laura Reis, o planejamento reprodutivo garante à mulher o direito de escolher o momento mais adequado para viver a maternidade — ou optar por não vivê-la. "Isso reduz a ansiedade, evita riscos desnecessários e permite decisões alinhadas à carreira, aos relacionamentos e ao projeto de vida. Informação e orientação trazem tranquilidade e liberdade", reforça.
Atualmente, a medicina dispõe de exames de imagem de alta precisão, testes genéticos não invasivos e acompanhamento fetal cada vez mais detalhado. De acordo com a especialista, esses recursos permitem identificar riscos precocemente, individualizar o pré-natal e agir de forma preventiva. "A tecnologia trouxe mais previsibilidade e segurança para uma fase especial e delicada", ressalta.
Ainda segundo a médica, quando a mulher compreende seu corpo, suas possibilidades e seus limites biológicos, consegue fazer escolhas mais conscientes e seguras. Nesse contexto, cabe à medicina oferecer orientação baseada em evidências, sem julgamentos, apoiando decisões alinhadas aos valores e aos projetos de vida de cada paciente. "A autonomia nasce da informação clara e da escuta respeitosa. A mulher deve ser protagonista da própria saúde", afirma.
Menopausa, sinais do corpo e prevençãoUm levantamento realizado pela Ipsos a pedido da Bayer aponta que 44% das mulheres que relatam sintomas da menopausa não adotam qualquer tipo de tratamento, apesar dos impactos físicos e emocionais associados a essa fase.
A Dra. Laura Reis destaca que o corpo feminino emite sinais que não devem ser ignorados. Alterações no ciclo menstrual, queda da libido, cansaço persistente, oscilações intensas de humor, dificuldade para engravidar, insônia e mudanças repentinas de peso merecem atenção. "O corpo feminino se comunica o tempo todo — e ouvir esses sinais é essencial", enfatiza.
Quando o assunto é longevidade, a ginecologista reforça que a prevenção é o principal investimento. Check-ups regulares, rastreamentos adequados e acompanhamento hormonal, sempre baseados em evidências científicas, permitem agir antes que problemas se instalem. "Isso preserva energia, vitalidade e a saúde cardiovascular, óssea e emocional ao longo dos anos", conclui a médica.
Para mais informações, basta acessar o site oficial da Dra. Laura Reis: https://dralaurareis.com.br/