Justiça Vorcaro é preso
Vorcaro é preso pela PF em nova fase de investigação contra Master
Banqueiro é alvo de nova fase Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras
04/03/2026 08h31
Por: João Araújo Fonte: Notícia Certa

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4/3). Ele é alvo de nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. A prisão foi determinada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

A prisão do banqueiro ocorre na terceira fase da Operação Compliance Zero. A ordem de prisão foi expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso na Corte. Vorcaro está detido na sede da Polícia Federal em São Paulo.

Segundo a PF, a nova fase da operação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a atuação de uma organização criminosa suspeita de praticar crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contam com o apoio do Banco Central do Brasil, que auxilia na análise das movimentações financeiras relacionadas ao grupo investigado.

Além das prisões e buscas, a Justiça também determinou medidas cautelares, como o afastamento de investigados de cargos públicos e o bloqueio e sequestro de bens. O valor total das medidas patrimoniais pode chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a circulação de ativos ligados ao suposto esquema e preservar recursos potencialmente associados às irregularidades investigadas.

Operação já levou banqueiro à prisão

A Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master e a empresas associadas ao grupo. As apurações indicam a comercialização de títulos de crédito considerados irregulares ou sem lastro, além de possíveis crimes financeiros e manipulação de operações no mercado.

A primeira fase da operação ocorreu em 18 de novembro de 2025 e teve como foco a coleta inicial de provas sobre a atuação do grupo investigado. Na ocasião, o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez.

O mandado de prisão foi antecipado após monitoramento apontar uma possível tentativa de fuga para o exterior na véspera da operação. Vorcaro foi detido às 22h do dia anterior à deflagração da ação policial, quando se preparava para embarcar em um jatinho particular no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Após a prisão, a defesa do banqueiro recorreu à Justiça. A medida acabou convertida em prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Na decisão, o Judiciário considerou a adoção de medidas cautelares alternativas enquanto o caso seguia em investigação.