A paciência da torcida cruzeirense com o técnico Tite chegou ao limite na noite desta quinta-feira (5/2), no Mineirão. Após a derrota por 2 x 1 para o Coritiba, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro 2026, parte da arquibancada celeste não mediu palavras e destinou vaias e xingamentos ao treinador.
Gritos de “Ei, Tite, vai tomar no c*” e “Adeus, Tite!” se misturaram às vaias intensas e pedidos explícitos de demissão nas arquibancadas do Cruzeiro.
Veja:
O jogo começou promissor para o Cruzeiro, que abriu o placar, mas viu o Coritiba virar na segunda etapa com gols que expuseram falhas defensivas e lentidão no meio-campo.
A virada, confirmada aos minutos finais, fez o estádio virar um caldeirão de protestos. O lateral-direito William, substituído ainda no segundo tempo, também foi alvo de vaias pesadas ao deixar o campo, mas o foco principal recaiu sobre o treinador.
Outros cânticos incluíam “Adeus, Tite!” e pedidos diretos para que o comandante peça demissão. A pressão já vinha crescendo desde o início da temporada: em oito jogos sob o comando de Tite, após sua chegada para substituir Leonardo Jardim, o time acumula cinco derrotas.
Após o apito final, Tite se reuniu com o dono da SAF, Pedro Lourenço, no vestiário, encontro que durou alguns minutos e foi notado pela imprensa. Em entrevista coletiva, o treinador não fugiu da responsabilidade.
“A responsabilidade do técnico é a maior. Respeito o torcedor e tenho comigo o sentimento dele. Ele é o objetivo maior do clube. Não me isento da culpa pelo momento ruim”, disse.
Tite admitiu que o time precisa melhorar urgentemente em intensidade e consistência, mas evitou falar diretamente sobre uma possível saída.