Autoridades lamentaram a morte do desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Maurício Miranda (foto em destaque), ocorrida neste domingo (4/1).
À coluna o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que a partida de Miranda foi “uma grande perda”.
“Era um excelente profissional do direito. Dedicou sua vida ao MP e mais recentemente ao TJDFT. Uma grande perda”, lamentou Ibaneis.
Georges Seigneur, procurador-geral de Justiça do DF, também lamentou a morte do desembargador. “Maurício foi um grande membro do Ministério Público e tinha uma atuação destacada no Tribunal de Justiça! Seu legado foi marcante para todos nós, sendo uma perda inestimável para o sistema de Justiça do DF”, disse.
Leonardo Bessa, desembargador do TJDFT e ex-procurador-geral de Justiça do DF, afirmou que o colega de profissão era “querido e respeitador”. “Sua partida prematura deixa uma grande lacuna no meio jurídico”, completou.
Já a Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) manifestou “profundo pesar” pelo falecimento de Maurício.”Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a Justiça e pela atuação firme na defesa do interesse público. Maurício Miranda construiu uma carreira respeitada no meio jurídico do Distrito Federal e do país”, disse a nota.
Quem era Maurício Miranda
A causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada, mas a suspeita é que tenha sido leptospirose.
Maurício Miranda tomou posse no cargo em janeiro de 2023. Antes, atuava como procurador de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT).
Com longa carreira no MP, Maurício Miranda ganhou notoriedade quando atuou como promotor do triplo homicídio do ex-ministro José Guilherme Villela, da esposa Maria Villela e da funcionária Francisca Nascimento da Silva, no caso conhecido como Crime da 113 Sul.
Formado em direito pela Universidade de Brasília (UnB) e em economia pelo Centro Universitário do DF (UDF), ele era mestre em direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e foi professor de direito penal por mais de 15 anos.
Antes de ingressar na carreira de promotor de Justiça do MPDFT, em 1991, ele exerceu o mesmo cargo no Ministério Público de Goiás (MPGO).
No MPDFT, atuou no Júri de Taguatinga (1991 até 1994), de Brasília (de 1994 até 2017), na Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), de 2017 até 2019, na 12ª Procuradoria de Justiça Cível do MPDFT, no Conselho Superior e na 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.