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Opositores venezuelanos falam pela 1ª vez após mais de 400 dias na embaixada argentina

O governo venezuelano nega a versão de um resgate e afirma que foi parte de uma negociação

25/05/2025 às 09h34
Por: Redação Fonte: Estadão Conteúdo
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Opositores venezuelanos falam pela 1ª vez após mais de 400 dias na embaixada argentina

Pela primeira vez desde que deixaram a Embaixada da Argentina em Caracas, onde estiveram refugiados por mais de um ano, os cinco opositores venezuelanos que agora estão nos Estados Unidos apareceram publicamente no sábado, 24, e insistiram que sua saída foi parte de “uma operação (de resgate) sem precedentes” que ainda está em andamento.

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O governo venezuelano, por sua vez, nega a versão e afirma que tudo fez parte de uma negociação.

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Magalli Meda, Pedro Urruchurtu, Claudia Macero, Humberto Villalobos e Omar González se refugiaram na embaixada argentina em março de 2024 diante de uma escalada de prisões antes das eleições de 28 de julho, quando o Conselho Nacional Eleitoral declarou a vitória do presidente Nicolás Maduro para um terceiro mandato, sob denúncias de fraude.

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“Nosso resgate, fuga, é uma operação sem precedentes”, afirmou Meda em uma coletiva de imprensa em Washington; ela é colaboradora do movimento Vente Venezuela, de María Corina Machado, a líder da oposição venezuelana. Magalli disse ainda que os detalhes da operação não serão divulgados, pois se trata de “um processo em andamento”.

Governo venezuelano

O governo venezuelano nega a versão de um resgate e afirma que foi parte de uma negociação. “Eles montaram o show deles e no final acabaram negociando”, afirmou na época o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello.

Meda classificou sua saída como um “milagre” após 412 dias no complexo diplomático, graças a “uma operação estratégica, envolvendo muitas pessoas e com riscos enormes”. “Estamos nos recuperando”, acrescentou.

“Ele morreu por causa de uma ordem para sequestrá-lo e mantê-lo longe da família”, acusou Meda. “Essa morte nós temos que reivindicar.”

“Diplomacia tradicional fracassou”

Em sua fala, Urruchurtu afirmou que seu caso é a prova de que “a diplomacia tradicional fracassou” e disse que “só uma diplomacia forte pode deter o que está acontecendo hoje na Venezuela”. Ele também afirmou que a liberdade do grupo dos cinco opositores não será completa “enquanto não libertarmos todos os que hoje estão injustamente sequestrados no país”.

Desde o final de novembro, o grupo denunciava a presença constante de agentes do serviço de inteligência e policiais do lado de fora da residência. Também acusava o governo do presidente Nicolás Maduro de cortar os serviços de água e eletricidade do complexo. O governo negou essas acusações.