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Alta do dólar encarece os serviços de computação em nuvem

A alta do dólar tem encarecido serviços de computação em nuvem de provedores internacionais, pressionando orçamentos já comprometidos. Além disso, ...

05/12/2024 às 10h17
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
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CL9 Divulgacao
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A recente volatilidade do dólar, que chegou a atingir R$ 6,10 na semana anterior, tem imposto desafios significativos para empresas brasileiras que contratam serviços de computação em nuvem junto aos grandes players internacionais. A alta da moeda americana tem encarecido esses serviços, colocando pressão sobre os orçamentos de companhias que já enfrentam um ambiente econômico desafiante.

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Além do impacto direto da desvalorização cambial, outro fator tem pesado no bolso das empresas: a necessidade de recolhimento de impostos sobre os serviços contratados no exterior, tais como o ISS, o PIS e a Cofins, tratados pelo ato declaratório interpretativo RFB nr. 7 de 15 de agosto de 2014,  que pode resultar em passivos tributários consideráveis quando a Receita Federal realiza fiscalizações. 

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Esse cenário tem levado organizações a buscarem alternativas nacionais que oferecem maior previsibilidade financeira.

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Mercado nacional ganha força

O mercado de cloud computing no Brasil segue em ascensão, com faturamento superior a R$ 2,1 bilhões e mais de 28 mil empresas atendidas, segundo dados da pesquisa de perfil AbraCloud - Associação Brasileira de Infraestrutura e Serviços Cloud.

Com infraestrutura localizada no território nacional e precificação em reais, empresas brasileiras de computação em nuvem oferecem serviços comparáveis aos de grandes fornecedores internacionais, mas com vantagens no contexto atual. 

Segundo Jean Andreadis, CIO e cofundador da CL9 Tecnologias, a demanda pelos serviços da empresa aumentou significativamente e a previsibilidade nos custos é um dos principais fatores que atraem clientes para provedores locais. “Tivemos um crescimento de novos clientes na última quinzena da ordem de 40%, comparado ao mesmo período anterior, devido ao câmbio. Empresas que optam por soluções em reais ficam protegidas da volatilidade cambial e não enfrentam a complexidade tributária associada aos serviços internacionais”. Andreadis também ressalta que os provedores nacionais oferecem suporte técnico local e maior aderência às normas regulatórias brasileiras.

A variação cambial pode criar um efeito cascata, elevando o custo total de propriedade (TCO) das ferramentas digitais, softwares, licenças e outros serviços essenciais para a infraestrutura de TI, frequentemente atrelados à moeda americana, limitando a competitividade no mercado.